Atividade Polêmica da ida do homem à Lua


POLÊMICA DA IDA DO HOMEM À LUA

Relato de atividade escolar

Paulo Sen Lee
Professor de física do ensino médio
Especializado em Magistério Superior
Mestrando em Engenharia de Produção com ênfase em Mídia e Conhecimento, pela UFSC


Introdução

No final de março de 2001, uma reportagem do fantástico envolveu uma suposta a farsa montada pela NASA e o governo norte-americano sobre a ida do homem à Lua em 1969. Segundo a reportagem, alguns estudiosos haviam encontrado evidências de fraude nas fotos e vídeos da missão Apolo XI. As "evidências de fraude" alertavam sobre erros grosseiros cometidos nas montagens, que contrariam as leis da física. Como por exemplo: as sombras nas fotos não eram paralelas, e como a fonte de luz era o sol, sabe-se que as sombras deveriam ser paralelas. A bandeira não poderia tremular na Lua, pois lá não tem atmosfera e portanto não tem vento. As pegadas dos astronautas não poderiam aparecer, ou serem nítidas, pois a areia da Lua não tem umidade. Nas sombras não poderiam ser notados detalhes das naves ou trajes dos astronautas, pois como não há atmosfera, a sombra é perfeita e não há penumbra, o filme da máquina fotográfica não agüentaria as variações de temperatura, em nenhuma foto aparecem as estrelas, etc. (Para ver as fotos vá ao site, que nos foi sugerido pela equipe do programa do Fantástico: http://www.showdaLua.com . Veja também, no anexo, o texto da reportagem do Fantástico).

Este era um tema polêmico muito interessante, que acredito que deveria ser tratado em sala de aula, o momento era aquele, mesmo que o conteúdo programático não tratasse de todos os assuntos envolvidos (a óptica, que seria de grande valia, e talvez a mais solicitada nas pesquisas somente seria vista no último bimestre do ano), o tempo que a princípio eu "perderia" com as atividades do trabalho acabaria sendo compensado quando fôssemos estudar o assunto específico. Além do que, são em momentos como estes que podemos efetivar a prática de uma educação contextualizada, focada nas situações presentes na atualidade, e ainda destacar aos alunos a importância da ciência, sua postura crítica e suas possibilidades tecnológicas.

Outro ponto que me despertou, ainda mais, a importância de uma pesquisa mais aprofundada era justamente a forma que a polêmica poderia atingir não somente os alunos, como a comunidade. Sabe-se que a mídia, intencionadamente, ou não, tende a explorar a atitude crédula que as pessoas têm em sensacionalismos e complôs. Assim, as pessoas (o público, em geral) não estão acostumadas a uma postura crítica, de ponderação e investigação antes do posicionamento a respeito de algum problema, ou situação polêmica. Principalmente porque este tipo, idealizado, de comportamente pressuporia conhecimentos científicos variados, além de competências relacionadas à compreensão e prática ligadas ao método de investigação científica das ciências naturais.

A pesquisa

Propus, então, aos alunos das segundas séries do ensino médio de duas unidades do Colégio Expoente, de Curitiba-PR (uma turma da UEXCA e outra da UEXJN), que pesquisássemos sobre a polêmica do homem ter ou não ido à Lua. Dividimos as turmas em equipes que defenderiam o 'Sim' (o homem esteve na Lua em 1969) e o 'Não' (o homem não esteve na Lua em 1969). Falei que era importante que investigássemos as duas possibilidades.

Propositadamente, embora fosse convicto nas evidências de que o homem esteve na Lua em 1969, não posicionei nem a favor, em contra. Procurei estimular a investigação de forma que a dúvida ficasse no ar, e assim não influenciar na espontaneidade dos meus alunos.

Resolvi também fazer uma pesquisa inicial sobre o que as turmas acreditavam, antes deles iniciarem suas pesquisas. Todos responderam à pergunta: "Você acredita que o homem esteve na Lua em 1969?". As respostas deveriam ser: 'Sim', caso o aluno acreditasse que o homem esteve na Lua em 1969, 'Não', caso o aluno não acreditasse que o homem esteve na Lua em 1969, ou 'Dúvida', caso ainda não houvesse formado opinião.

Descobri, para uma das turmas, que somente 26% dos alunos acreditavam que o homem havia realmente estado na Lua em 1969, 38% não acreditavam que o homem esteve na Lua em 1969 e 36% estavam em dúvida. Se juntarmos o não com a dúvida, teremos que 74% dos alunos não tinham certeza de que o homem esteve na Lua em 1969. Para a outra turma o resultado foi ainda mais preocupante: apenas 21% acreditava que o homem havia ido à Lua em 1969. Este resultado, a meu ver era sério, principalmente se considerarmos os conhecimentos, avanços e produtos científicos presentes na sociedade tecnológica na qual vivemos. Os alunos têm provas suficientes da eficiência da ciência e da capacidade de sua aplicação tecnológica pelo homem.

Antes da divulgação desta polêmica, a resposta natural a esta pergunta seria esmagadoramente favorável ao 'Sim'. Em discussão em anos anteriores sobre o tecnologia, etc, eu já havia analisado, com outros alunos, o fato de que algumas pessoas não acreditavam na ida do homem à Lua, e constatado que os alunos achavam que este tipo de desconfiança ocorria apenas nas pessoas mais idosas que eram desconhecedoras da ciência e tecnologia do mundo moderno.

Era então, imprescindível que eu, como um representante das ciencias naturais e como educador, não poderia me omitir frente a esta realidade. Deveria, agora, mais do que nunca, dar continuidade e estimular os alunos nesta prática investigativa

Durante o mês de abril os alunos fizeram pesquisas e cada equipe apresentou suas conclusões à turma, sempre usando apresentações multimídia, a fim de melhor explicarem os detalhes das imagens e vídeos. As apresentações eram seguidas de discussões e debates em sala.

Após as apresentações solicitei, novamente, que todos escrevessem num pedaço de papel, individualmente, qual era a opinião agora: 'Sim', 'Não' ou 'Dúvida' (O homem esteve na Lua em 1969?).

O resultado mostrou-se pouco diferente do primeiro: numa turma houve um pequeno aumento de respostas "Sim", em compensação o percentual de dúvida aumentou, de 36% para 50%, na outra turma houve um bom aumento de respostas "Sim": de 21% para 45%, mas o número de respostas "Não" praticamente se manteve. O que para mim significou que as apresentações auxiliaram a reduzir as dúvidas, mas não foram suficientes para convencer vários alunos. Um dos motivos era o que os próprios alunos das equipes que defenderam o "Sim" comentaram: "não achamos quase nada defendendo a ida do homem à Lua, tivemos que tirar conclusões por conta própria". Com certeza, a falta de conhecimento e contestação científica convincente prejudicou a credibilidade de algumas apresentações. Embora algumas apresentações tenham demonstrado explicações físicas criativas, foram notadas, por alguns alunos, contradições entre explicações de uma mesma equipe, ou entre equipes.

Embora houvesse dito aos alunos que eu achava importante a pesquisa, que haviam "evidências" dos dois lados, e que somente revelaria minha opinião, meu posicionamento pessoal, depois do término dos trabalhos, para não influenciá-los, resolvi que o momento exigia melhores explicações e defesa do "Sim". Falei que defenderia o "Sim", segundo o ponto de vista dos Físicos em geral, mas não estaria necessariamente defendendo a minha opinião (mais uma vez para não interferir na espontaneidade de suas respostas).

Assim, utilizei-me de um filme sobre a corrida espacial para que eles pudessem ver e compreender melhor as etapas, fracassos e sucessos do desenvolvimento tecnológico e político aeroespacial. Notei que os alunos ficaram muito impressionados com a alta tecnologia dos americanos e russos, e os números fabulosos do Saturno V, o foguete que levou a apolo 11 ao espaço. Descobriram que os americanos tinham, ao contrário do que acreditavam, capacidade de chegar à Lua, e realmente já tinham até dado 10 voltas em torno da Lua em 1968.

Em casa preparei várias demonstrações, onde tentaria demonstrar a visão científica, defendendo o 'Sim'. Fiz uma bandeira, como a que foi colocada na Lua (com haste horizontal e peso embaixo. Usei um parafuso preso entre plástico de um saco de lixo, usando vedador de saquinhos plásticos. A idéia era mostrar que a bandeira sacudia devido à inércia, e não ao "vento lunar", conforme defendiam os adeptos da fraude da ida do homem à Lua. Peguei duas hastes retas (compostas por lâmpadas fluorescentes) para mostrar a ilusão da perspectivas. Olhando uma lâmpada, no sentido do seu comprimento, com um olho aberto e outro fechado, a outra lâmpada, mesmo estando paralela, parecia convergir para a primeira. Isto contestava a versão de que as sombras na Lua, vistas pelas fotos, não eram paralelas.

Peguei também duas buchas grandes de parafuso, enfiei dois parafusos pequenos, com a ponta para fora, e cravei numa tampa de isopor grande, simulando os dois astronautas da Lua, que tinham sombras de comprimentos diferentes. Já passava das 16 h, e o sol estava baixo, promovendo sombras compridas. Usei duas réguas para mostrar que as sombras tinham comprimentos iguais. Filmei tudo. Em seguida, pequei um pedaço de papel branco e fiz uma pequena ondulação em frente do "astronauta" que estava mais à frente. Aí notou-se nitidamente que a sombra parecia ficar menor, exatamente com metade do comprimento da sombra do outro "astronauta". Assim, o "astronauta" de trás parecia ter sombra maior do que o da frente. Este procedimento justificava, que a irregularidade do solo, elevações ou depressões, poderiam justificar os comprimentos incoerentes vistos em fotos dos astronautas na superfície da Lua.

Filmei também as duas buchas uma bem na frente da outra (cravadas na tampa do isopor), mostrando que as sombras eram realmente paralelas (porque o sol era a única fonte de luz). Aí filmei de frente, de tal forma que a sombra de um dos "astronautas" ficasse escondida atrás dele. Notava-se, no entanto, que a sombra do outro parecia não estar atrás dele, e sim, formando um certo ângulo (não paralelo), da mesma forma que nas fotos questionadas. Tudo, portanto, devido à perspectiva.

Levei também à sala, cimento bege claro, porque além de assemelhar com o pó que cobre a superfície rochosa da Lua, eu poderia afirmar que umidade era mínima, pois por ser cimento que eu tinha em casa há vários meses, teria endurecido se o local onde guardei fosse úmido. Foi fácil mostrar, ao solicitar que uma aluna, cuja solado da bota tinha muitos desenhos, pisasse no pó espalhado e deixasse uma marca bem visível, como a foto da pegada de Armostrong na Lua, confirmando na prática, que o questionamento de que na Lua não seria possível ter pegadas nítidas, devido à falta de umidade, era infundado.

Levei também outro filme sobre os foguetes/viagens do homem à Lua, onde no vídeo ficava bem claro que quando os astronautas seguravam na haste da bandeira ela tremulava, e quando não estavam segurando a haste, ela não tremulava, e portando a contestação de que o vídeo era falso porque havia vento no local era infundada. Contestava-se também que não havia cratera no solo abaixo do módulo lunar pousado, segundo as imagens de vídeo e fotos. Este filme permitiu visualizar o levantamento de vôo de um módulo lunar, na superfície da Lua e verificar que o módulo lunar usava propulsores a ar comprimido, e não de combustão, e que sequer espalhava muito pó. Salientei também que a gravidade da Lua é bem menor do que a da Terra, o que permitiu este tipo de propulsores.

Falei também sobre as estrelas que não aparecem nas fotos, justificando que a luminosidade na superfície da Lua é muito grande, portanto as máquinas tinham que ter filtros, a fim de se poder ver os detalhes dos objetos fotografados. Para esclarecer melhor, comparei com quem já tirou foto no final de tarde, onde mesmo estando claro, as vezes o fundo da foto revela-se escuro, como se fosse noite.

Sobre o fato de que ângulo de inclinação das sombras era de 26 graus, ao invés dos 11 graus que deveriam ser, segundo pesquisas posteriores, comentei que o problema era que ao medirem o ângulo, o questionadores o fizeram de uma sombra que não estava reta, e sim inclinada lateralmente, o que facilmente se constata que, por geometria é incorreto. Ou seja, medir numa foto, em plano, uma sombra que está em profundidade, é no mínimo ingenuidade matemática.

Sobre o fato de que o filme não suportaria a variação de temperatura da superfície da Lua (de -1200C a +1500C), comentei então que neste raciocícnio o homem também não suportaria esta variação. A câmara fotográfica, segundo pesquisas, era imbutida na roupa do astronauta, assim os dois estavam protegidos, pois sabia-se que as roupas protegiam os astronautas deste os vôos orbitais da Terra.

E sobre o fato de que as sombras não eram totalmente escuras, expliquei que os montes de areia também refletiam luz, assim a sombra não era perfeita (só seria se a superfície da Lua fosse perfeitamente plana).

E usando de argumentos lógicos comentei que tanto os EUA, quanto os Russos haviam dado voltas na Lua, em 1968, e sabia-se o pouso na Lua pelos Russos poderia ser breve. Então por que os EUA correriam risco de montar uma farsa, sabendo que poderiam, em breve, passar por um vexame mundial? Sabe-se que os EUA já haviam preparado até os funerais dos astronautas, estavam portanto preparados para o fracasso da missão. E se tudo houvesse sido mesmo uma farsa, como explicar, de forma plausível, que por 30 anos, o silêncio de milhares de pessoas, que trabalharam diretamente no projeto Apolo? Além disso, os saltos dos astronautas na Lua são muito difíceis de serem forjados mesmo hoje, quem diria naquela época. E ainda mais, se as fotos e filmes fossem forjados, seria fácil comprovar as supostas fraudes pela análise das fotos e negativos, principalmente feitas naquela época. Fui aplaudido no final da aula.

Pedi mais uma vez que respondessem (sim, não ou dúvida) àquela pergunta: O homem esteve na Lua em 1969? E como resultado, 50% de uma das turmas mais de passou a acreditar que o homem esteve na Lua em 1969, e apenas 18% não acreditava. Na outra turma, mais de 67% passou a acreditar, sendo que apenas 5% não ainda acreditava. Houve, no mínimo, uma grande queda na dúvida.

No final ficou claro para os alunos qual era a minha opinião: o homem realmente esteve na Lua em 1969. Mas evidenciei que o mais importante neste momento, apesar do que eu ou a ciência acreditávamos, era que todos pudessem fazer a sua opção pessoal, porém agora mais embasada, de tal forma que cada aluno pudesse defender seu ponto de vista, rebatendo os argumentos contrários, mas respeitando a opinião divergente dos colegas.

Conclusão

Este tipo de trabalho, reveste-se de grande valia para os estudantes, em especial aqueles que não têm opinião formada, ou acreditam em algo sem uma atitude crítica. Vejo neste trabalho a importância do estímulo ao respeito à diversidade, da descrença das unanimidades, e do alerta ao perigo do posicionamento imediato, sem a devida reflexão e análise apurada dos fatos, sob os vários pontos de vista.

E ainda que não se adote o rigor e o ceticismo apurado dos cientistas, os cidadãos devem possuir o mínimo de competência científica para distinguir a postura crítica, com embasamento científico, da postura crédula, que alimenta o sensacionalismo.

Este trabalho de um mês permitiu, no mínimo, exemplificar como podemos praticar uma educação revestida de valor para professor e alunos em forma atividades que partam de uma tema extraído de uma situação, ou polêmica despertada no cotidiano.

Anexo

Texto Extraído do site da Rede Globo (sobre a reportagem do Fantástico. Março de 2001)

Dezesseis de julho de 1969. A Apolo XI vai para o espaço.
Um lançamento perfeito. Quatro dias depois, Neil
Armstrong e Edwin Adrian pisavam na Lua. O mundo parou
para ver: a Lua conquistada.

Armstrong entrava para a História. O primeiro passo, as
primeiras imagens, o passeio, a falta de gravidade. A
bandeira americana tremulando na Lua. Todo mundo viu.
Está tudo gravado.

Mas, acredite ou não, 31 anos depois, ainda tem muita
gente que diz que isso não aconteceu. Que foi tudo uma
farsa do governo dos Estados Unidos.

Um programa exibido na TV americana, "Teoria
conspiratória: nós fomos à Lua?", obrigou a Nasa - a
Agência Espacial- a botar essa frase na Internet. "Nós
Fomos".

Durante uma hora, o programa mostrou o que chamou de
evidências. Analisou fotos oficiais, examinou filmes,
entrevistou especialistas e concluiu: o homem ainda não
foi à Lua. O que nós vimos, segundo o programa, foi uma
grande montagem. Uma farsa. E o que parecia a Lua, na
verdade era um deserto. O deserto de Nevada, nos Estados
Unidos.

Absurdo? Um monte de bobagem? O jornalista Bart Winfield
acha que não. Ele escreveu, produziu e dirigiu o vídeo "O
que aconteceu de estranho no caminho para a Lua". Uma
serie de dúvidas...

A bandeira americana tremulando... Bart pergunta: como
isso poderia acontecer na Lua, onde não existe atmosfera,
ar?

As fotos ele analisou uma por uma. Primeiro a explicação,
lógica. Com apenas uma luz, as sombras devem ser
paralelas, não podem se encontrar, nunca. Na Lua, a única
fonte de luz era o Sol. Mas as setas mostram claramente:
as sombras não são paralelas.

Outra dúvida: o astronauta está totalmente na sombra e
aparece absolutamente claro. E cadê as estrelas? Elas não
aparecem em nenhuma foto.

Por telefone, nós conversamos com Bart. Ele tem um
informante, um ex-funcionário do Projeto Apolo, que teria
contado tudo: os Estados Unidos não tinham condições de
chegar à Lua. Mas montaram toda essa farsa por causa da
disputa, da guerra fria com a União Soviética. Para ser o
primeiro país a chegar à Lua, para ganhar dos soviéticos.

Os cientistas têm respostas para as dúvidas dos que não
acreditam que o homem já chegou lá. As respostas também
parecem bastante lógicas: a bandeira tremulou, claro - um
dos astronautas tocou na base de apoio.

Não tem estrela. Não mesmo: o brilho delas era muito
fraco para ser capturado pelas câmeras. E as sombras?
Perspectiva, distorções.

Aqui no Brasil também tem gente que acha que a ida do
homem à Lua não passa de armação. O ex-ator André Mauro,
hoje professor de cinema, aponta outras suspeitas em
fotos divulgadas pela Nasa. "A gente vê vários problemas
nessa foto. O primeiro é que o astronauta está
completamente iluminado. Se o Sol está iluminando aqui,
porque nesta outra área há sombra?", aponta.

"Você vê que a sombra do astronauta é o dobro da sombra
do outro. Como, se a única fonte de luz é o Sol?",
questiona. João Braga, especialista do Instituto Nacional
de Pesquisas Espaciais, discorda: "Geralmente são
críticas feitas por pessoas leigas. Eu não tenho nenhuma
dúvida de que o homem foi à Lua".

Segundo ele, as sombras dos astronautas na foto têm
tamanhos diferentes por um motivo muito simples:
ondulações no terreno, que são capazes de altera o
tamanho de uma sombra tanto na Terra quanto na Lua.

André Mauro vai além: segundo ele, a suposta farsa da Lua
teria sido comandada por um gênio do cinema: Stanley
Kubrick, o diretor de "2001, uma odisséia no espaço". E
mostra uma "prova": "É uma foto de um astronauta. E,
abaixadinho, aparece uma pessoa que é muito parecida com
o Stanley Kubrick".

Mas o homem foi ou não foi à Lua? Foi tudo uma farsa? Foi
tudo real? Como provar? Um super-telescópio resolveria
tudo. Mostraria o que os astronautas foram deixando pela
Lua. O lixo lunar. E isso não vai demorar muito para
acontecer...

Daqui a dois anos, o Japão vai mandar um para o espaço.
Vai ser a prova final se o homem foi ou não à Lua. Até
lá, a gente ainda vai ouvir muita história.