Medicina e Suas Tecnologias
Medicina: "Arte
de salvar vidas". É assim que hoje, graças ao elo entre essa e a tecnologia,
esse enorme ramo da ciência está sendo visto.
A medicina busca cada vez mais aperfeiçoar suas técnicas e seus conceitos, com
o auxílio da física e de muitas outras áreas, que conseguem transformar meros
aparelhos em equipamentos capazes de "fazer milagres".
O nosso trabalho tem como objetivo desvendar e divulgar esta revelação, para
que todos saibam o quanto é importante o entendimento da "Medicina Tecnológica.
Do piso ao aparelho de anestesia, a tecnologia está a disposição dos médicos e enfermeiros na sala de cirurgia.
Mesa de cirurgia pode ser movida por controle remoto. Um tampo radiotransparente facilita a realização de radiografias durante a operação.
Manta térmica: correntes de água fria ou quente circulam em seu interior, para aquecer ou resfriar o paciente.
Focos de luz são controláveis para atingir campos maiores ou menores com diferentes intensidades. As luzes das lâmpadas de tungstênio são filtradas para atingir o sangue venoso.
Aparelho de anestesia: controla o ritmo cardíaco, pressão e possui analisador de gases. Dosa o anestésico e substitui o pulmão do paciente fornecendo oxigênio. Ainda purifica o ar exalado sem retirar o anestésico e devolve ao paciente. Um sistema de alarme avisa sobre qualquer irregularidade, economizando anestesia que é caríssima.
Monitor de constantes vitais: usado quando o aparelho de anestesia não conta com suficientes recursos.
Aquecedor de sangue: permite que o paciente receba sangue na temperatura do organismo.
Bisturi elétrico: gera uma corrente elétrica de alta frequência, que circula por cabos até agulhas ou pinças com as quais pode-se cortar, cauterizar e coagular.
Yag Laser: gerador para bisturi a laser, principalmente para a cauterização de tumores. O bisturi pode entrar no organismo via sondas.
Monitor de vídeos: imprescindível nas operações feitas com endoscópios, sondas que levam luz, microcâmeras e instrumentos cirúrgicos para dentro do organismo. Os médicos trabalham apenas olhando para o monitor, que associado ao aparelho de videocassete permite gravar as cirurgias com objetivos didáticos.
Piso: deve incluir na sua composição uma malha de cobre para evitar acidentes elétricos.
Uma super máquina
desvenda o interior do corpo humano e aprimora o diagnóstico das doenças.
Figuras
Para o exame
ser executado, o paciente pode estar acordado numa máquina imóvel, dentro de
um tubo gerador de um campo magnético altíssimo.
Os médicos podem ver qualquer parte do corpo como num cinema pela tela do computador.
É uma imagem tridimensional, nítida e clara.
Pode ser visto o sangue passando pelas artérias, o emaranhado de viscosos filamentos
do cérebro. Os médicos mapeiam até os movimentos de braços e pernas. O exame
é limpo, rápido e indolor. Depois de terminado o paciente vai para casa normalmente.
Nunca foi tão fácil desvendar o corpo humano por dentro. O nome da máquina 1.5
T Sigma LX CVMR, existem apenas dez em todo o mundo. O milagre é um equipamento
de ressonância magnética de alta potência acoplado a uma super máquina. O Sigma
consegue reproduzir os movimentos internos praticamente ao mesmo tempo que eles
estão acontecendo.
Campo Magnético: região do espaço sujeita a influência das forças de natureza magnética. É normalmente representado pelas linhas de força que o caracterizam. As linhas de força dirigem-se do pólo norte para o sul por fora do ímã e em sentido contrário no interior do mesmo.
Lembrete: as substâncias magnéticas são compostas de pequenas regiões magnetizadas em direções diversas e arrumadas de maneira que seus efeitos se anulam entre si.Quando esses efeitos são colocados sob a influência de uma força ou campo magnético, orientam-se todos na mesma direção, somando os efeitos e tornando os corpos magnetizados. A magnetização pode ser causada pela aproximação de outro ímã ou por um campo magnético. Os ímãs possuem duas extremidades chamadas pólos: um positivo e outro negativo.
Ressonância: Ato ou efeito de repercutir. Aumento de amplitude de oscilação de um sistema, sob a influência de impulsos regulares de frequência próximos a frequência do sistema. A ressonância nada mais é do que diversos processos de emissão ou absorção de luz por átomos ou moléculas. Ressonância magnética é método de reconstituição das imagens anatômicas que utilizam as propriedades de certos núcleos atômicos de se comportarem simultaneamente como pequenos ímãs.
Curiosidade: as primeiras imagens de ressonância magnética foram obtidas em 1977. O método realiza a análise química e metabólica do corpo humano, oferecendo cortes anatômicos dos tecidos normais e patológicos de extrema sensibilidade. É particularmente útil para a exploração do cérebro, da medula, dos órgãos da bacia, da maior parte das vísceras e tecidos moles.
É o aparelho
"registrador de eventos", que os médicos estão chamando de telemedicina.
Um sistema que permite fazer exames sem que o paciente tenha que ir a uma clínica
ou laboratório. Monitores portáteis captam algumas das funções vitais do organismo
por meio de sensores e armazenam as informações na memória para depois transmiti-las
para uma central médica, através de uma ligação telefônica. Em caso de urgência,
o médico do paciente é avisado imediatamente e providencia a internação ou o
remédio adequado.
A telemedicina está revolucionando a prática médica porque reduz o tempo de
diagnósticos e a prescrição de terapia. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia,
o índice de mortalidade entre os cardíacos no país é alto porque os pacientes
demoram em média 4 horas para procurar o atendimento. Na telemedicina o tempo
entre o exame e o diagnóstico é de três minutos. Os aparelhinhos podem fazer
milagres.
Figura
A microcâmera
sem fios e cabos é capaz de enviar imagens do interior do corpo humano. Um médico
inglês serviu de cobaia. Ele engoliu a pílula com um pouco de água. "É
indolor, não oferece limitações aos pacientes e segue o trajeto natural dos
alimentos na via digestiva".
É uma alternativa aos desconfortáveis exames endoscópicos realizados atualmente
nos hospitais. Uma vez engolida, a pílula ascende microfaróis que iluminam as
paredes do sistema digestivo. Nenhum ângulo deixa de ser observado pela lente
grande angular. As imagens digitais coloridas são transmitidas por sinais de
rádios para um receptor preso na altura do paciente, onde são gravadas e posteriormente
decodificadas por um programa de computador. Todo o processo leva 24 horas e
resultam em até 6 horas de filmagem. A pílula eletrônica vai causar uma revolução
nos diagnósticos.
Foto
Tipos de raio
laser menos agressivos permitem a correção da pele como rugas superficiais,
inclusive no verão.
Hoje o laser se tornou uma vedete na medicina e também um queridinho na estética.
Ele ajuda nas cirurgias plásticas e na remoção de tatuagens, combate os pêlos
indesejados, remove rugas indiscretas e espinhas inconvenientes.
Curiosidade:
o melhor é que a técnica do laser pode ser usada no verão. Um dos tipos que
podem ser utilizados no verão é o Nd YAG, laser que não lixa nem remove a camada
superficial da pele, por isso mesmo pode ser usado nos meses de sol. O Nd YAG
dispara um flash gostoso que resfria a superfície cutânea milisegundos antes
do disparo do laser.
No caso do peeling, a aplicação prévia de uma máscara isolante à base de carbono
é outra estratégia que se soma ao laser Nd YAG para facilitar sua ação. A barreira
ameniza o calor da radiação e a pele não fica tão vermelha.
Laser:
nome inglês dado para a aplicação das ondas de luz, que diferente das normais,
propagam-se sempre na mesma direção, com a mesma frequência da fonte de radiação.
A palavra laser é uma sigla formada com as iniciais da expressão inglesa light
aplication by istimulated emission of radiation (aplicação de luz por emissão
estimulada de radiação).
Curiosidade: já existem fontes de laser para diversos materiais emissores e em diversas frequências visíveis e para o infravermelho. Os raios produzidos por um laser tem aplicações em comunicações e em atividades onde é necessária intensa fonte de radiação, pois pode ser focalizada com precisão em um só ponto.
Tomografia
por coerência ótica (OCT): o aparelho lança feixes de raios infra-vermelhos
sobre órgãos do corpo e analisa como a luz é refletida. Com grande rapidez visual,
a OCT consegue detectar problemas sérios como o glaucoma, melanoma e arteriosclerose.
Obs.: os raios infra-vermelhos não oferecem perigo à saúde.
Curiosidade:
Foi em 1800 que Willian Herschel descobriu no espectro solar uma zona situada
além do vermelho, na qual existia um notável aquecimento, mas de onde não provinha
nenhuma radiação visível. Essas radiações são usadas para o aquecimento em fotografias
aéreas e espaciais, na transmissão de sinais, nas fibras ópticas e na tomografia.
É usada em terapias para aliviar problemas circulatórios e cutâneos e ainda
favorecer a cicatrização, bem como abrandar dores reumáticas.
Raios infravermelhos:
radiação eletromagnética com comprimento de onda superior ao da radiação visível
e inferior ao das microondas.
São invisíveis ao olho humano e situam-se no extremo do espectro luminoso.
Para evitar as terríveis dores causadas por esforços exagerados, houve um grande avanço - os aparelhos que emitem ondas elétricas. Estes aparelhos dão choques capazes de bloquear a mensagem que leva ao cérebro a sensação dolorosa. Essa é mais uma opção para concorrer com a ginástica e a hidroterapia.
Choques: sensação produzida por uma carga elétrica.
O coração sempre
esteve, entre os órgãos do corpo humano, como um dos mais difíceis de ser desvendado.
Tanto que a evolução do seu tratamento deu-se somente a partir do século XX.
Primeiramente vieram as cirurgias mais simples e precárias, depois os antibióticos
que diminuem os problemas cardíacos reumáticos.
Com o tempo vieram:
Circulação extracorpórea: método que utiliza de uma máquina - coração pulmão artificial - que é capaz de substituir as funções do coração por algum tempo.
A cinecoronariografia: fornece a imagem do coração em uma tela.
O transplante.
O eletrocardiograma.
A angioplastia: cirurgia em que é inserido uma espécie de "balãozinho" na artéria que foi obstruída, dilatando os vasos e facilitando a passagem do sangue. Hoje é usado o "Sent", uma estrutura mecânica bem pequena que funciona como um guarda-chuva aberto dentro da artéria.
O laser: os raios são usados para criar novos vasos.
Órgãos de animais transgênicos (mudados geneticamente) são usados na falta de doadores para transplantes.
Marcapasso: aparelho que emite impulsos elétricos que são levados até o coração por eletrodos fixados para regular os batimentos cardíacos.
Curiosidades: antigamente o marcapasso ficava do lado de fora do corpo e o coração era estimulado por eletrodos na pele, que deixavam queimaduras.
A mais
nova invenção é o coração bioartificial, uma réplica de plástico, muito
parecida com o órgão.
Foto
Ultra-som:
Vibração da mesma natureza que o som, mas de frequência maior do que a que podemos
ouvir (15 a 20 kHz). É uma vibração tão rápida do som, que o ouvido não consegue
captar. São numerosas as aplicações do ultra-som, mas na medicina é usado para
ecografias e determinar a velocidade do sangue nas veias maiores.
Funcionamento: um tipo de açúcar é injetado na corrente sanguínea e chega ao
órgão que se quer estudar. O ultra-som emite uma onda que ao trombar com o açúcar
tem sua intensidade ampliada. O sinal volta amplificado e pode ser interpretado
com maior clareza pelo equipamento.
Ecografia:
Também chamada de ultra-sonografia. É um exame complementar (auxiliar), com
o qual podemos visualizar os órgãos internos através de imagens indiretas. Funciona
como um radar. O aparelho emite sons de alta frequência e os recebe de volta.
Dependendo da distância e dos elementos a serem examinados se obtém diferentes
tons de coloração cinza.
Atualmente existem aparelhos coloridos, onde um microchip consegue, através
do aparelho de ecografia, identificar separadamente algumas estruturas, principalmente
as que têm fluxo de líquidos em seu interior, como nas artérias, veias, dutos
excretores da bile e urina, dando uma coloração específica para cada um.
Endoscopia:
evoluiu muito nos últimos tempos. Além dos aparelhos mais finos, a maioria dos
serviços de endoscopia digestiva tem como rotina o uso da sedação endovenosa
(não é anestesia). A endoscopia é um método simples de examinar todo o tubo
digestivo superior e inferior, incluindo o estômago, o esôfago, o duodeno e
intestino grosso.
-Endoscopia digestiva alta: o aparelho passa pelo canal de alimentação, deixando
livre o canal de respiração que pode ser feito tanto pela boca quanto pelo nariz.
-Endoscopia digestiva baixa: é realizada através de aparelho flexível, com uma
microcâmera e uma luz na extremidade. O aparelho é introduzido através do anus,
e todo o intestino grosso e a porção final do intestino delgado são examinados.
Para mais detalhes,
acessar : www.gastronet.com.br/examesindex.htm
Além de mais detalhes sobre os exames, o site contém informações para os que
pretendem fazê-los.
Conjunto de
técnicas que tem por objetivo substituir total ou parcialmente um membro ou
órgão. Pode ser uma peça ou um aparelho de substituição.
As próteses podem ser "Internas": construídas por materiais resistentes
e bem toleradas pelo organismo, como matérias plásticas, tecidos sintéticos
ou metais. Um exemplo é a prótese ocular, ou também chamada "olho de vidro".
Olhos: uma microcâmera de vídeo capta as imagens do mundo exterior; depois cria-se algo capaz de funcionar como uma retina (a princípio um chip poderia fazer isso). A câmera quebra as imagens em pontinhos, como fazem os aparelhos de TV, e o chip faz cada pontinho virar um sinal elétrico para o nervo.
Próteses externas são aparelhagens usadas após uma amputação. A seguir, alguns exemplos:
Pé - é
programado de acordo com o peso e altura da pessoa que irá usá-lo. Pode
ser sensível ao tato, pois possui sensores na sola, os quais permitem identificar
as pressões exercidas pelo solo. Os sinais são analisados por um microprocessador,
no interior da prótese, que representa as informações na forma de corrente
elétrica para os eletrodos que estão adaptados no que restou da perna natural.
Joelho
- este é comandado por um microprocessador. Alguns sensores eletrônicos
mandam sinais a uma placa que controla o balanço de cada movimento exercido
pelo joelho. Mais dois sensores estão presentes, instalados dentro do tubo
da prótese, medindo a força feita pelo calcanhar no contato com o chão e
a reação do solo sob o antepé.
Num processador central chegam e são analisados mais de 60 informações em
apenas um passo. Para finalizar, outro sensor entra em cena calculando o
ângulo da flexão e a velocidade que o usuário impõe à perna.

Mão - o
cérebro comanda o braço para que contraia ou relaxe. A arte desse controle
é mioelétrico, ou seja, eletricidade em multivolts. A variação dos estímulos
chega até os eletrodos que ativam a mão elétrica.
Sensores adaptados no encaixe da prótese, servem para ampliar a energia
captada. Aí vem um chip movido a bateria, que recebe ordens do cérebro e
aciona o motor da mão com a força necessária.
Coluna
vertebral - uma poda metálica, que é implantada na coluna, gera sinais mecânicos
que substituem as ordens do cérebro. É usado um controle remoto para acionar
três novos controles: ficar em pé, andar e sentar. Os comandos elétricos
vão para frente por meio de eletrodos. Essa é a solução para os paralíticos.
Ouvido - atualmente temos aparelhos auditivos eletrônicos, são microamplificadores que têm como função conduzir as ondas sonoras à orelha, colocando e transmitindo a onda sonora, adicionando a energia necessária e evitando a dispersão e distorção do som. Tem um processador que recupera os surdos de nascença.
Lembrete: o som faz com que minúsculas partículas do ar (moléculas) batam umas contra as outras. Quando isso ocorre, as moléculas são primeiro apertadas e depois espalham-se novamente, passando assim sua energia para as moléculas próximas. Moléculas isoladas vibram ligeiramente, mas não se movem pelo ar. As vibrações transmitidas de uma molécula para outra recebem o nome de ondas sonoras.
A área de refração
utiliza a topografia de córnea para delimitar com exatidão o local, o ângulo
e a extensão da incisão a ser feita numa cirurgia radical para a correção da
miopia. Após a cirurgia, as imagens voltam a ser focadas na retina. Se ainda
permanecerem pequenas, o paciente tem a opção de usar lentes de contato,
dispensando os óculos.
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Refração: mudança de direção de uma onda eletromagnética ou mecânica ao passar de um meio para outro.
Miopia:
um míope não consegue ver objetos à distância com nitidez porque as imagens
desses objetos formam-se antes da retina. Isso ocorre por excesso de curvatura
no cristalino ou na córnea, ou nos dois, ou ainda por um excessivo alongamento
do globo ocular. Para corrigir a miopia são usadas lentes divergentes que deslocam
as imagens um pouco mais para trás.
Topo
O Raio-X foi
inventado no dia 8 de novembro de 1895, pelo físico alemão Wilhelm Conrad Roentgen.
A pesquisa era feita em um tubo de raios catódicos (um tubo de vidro dentro
do qual um condutor metálico aquecido emite elétrons).
A primeira radiografia ocorreu no dia 22 de dezembro de 1895. A esposa do físico
permaneceu com sua mão exposta à radiação durante 15 minutos. Roentgen decidiu
chamar de Raio-X porque era uma incógnita para ele.
Nada facilitou tanto a medicina como essa descoberta, pois foi através do Raio-X
que surgiram a ultra-som, a ressonância magnética e a medicina nuclear. Possibilitou
ainda um grande impulso na diagnose, porque tem o poder de penetrar em materiais.
Curiosidades:
Como nasce? O elétron sai do pólo negativo, atinge um elétron do pólo positivo.
No choque, o elétron atingido ganha energia e muda de órbita. Depois, ele volta
para onde estava e libera energia na forma de Raio-X.
Como funciona? Quando o pólo negativo é aquecido, emite elétrons para o pólo
positivo, liberando o Raio-X. Os raios atravessam, por exemplo, o pé, e são
absorvidos pelo osso, que barra a maior parte da radiação, e pela pele, que
deixa passar quase tudo. A radiação filtrada atinge o filme fotográfico que,
quando revelado, mostra sombras em tons cinzas. Quanto mais clara a marca, mais
denso é o tecido atravessado, por isso é que os ossos aparecem em branco.
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