Foguetes0
foguete era apenas uma curiosidade, mas, inesperadamente, a tecnologia moderna
transformou o em instrumento de guerra e de ciência.
Na
arte dos foguetes o passo vital foi dado por Robert Goddard dos Estados Unidos
e por uma equipe científica na Alemanha; separados por um oceano, eles desenvolveram
desenhos de foguetes idênticos. 0 Goddard foi construido em 1941; a V 2 alemã
efetuou o seu primeiro vôo em 1942. A V 2 tinha 15 m de altura e quase o dobro
do comprimento do outro foguete, transportava 8.500 kg de combustível e de oxigênio
líquido (lox) contra os 115 do modelo de Goddard.
Foguete
Goddard -
Estados Unidos
A
entrada do combustível e do lox na câmara de combustão do foguete Goddard era
forçada por bombas acionadas por turbinas. 0 maior empuxo registrado por este
modelo foi de 435 kg, e a altura atingida, de apenas 100 m.
0
lox era transportado atrás dos tanques de combustível do foguete. À medida que
o veículo ia consumindo o propelente, os tanques se enchiam de nitrogênio; a
pressão do gás ajudava a manter não só a rigidez da estrutura como também a
circulação do combustível.
V-2
-
Alemanha
Um
tubo conduzia o combustível para as bombas e para a câmara de combustão através
do tanque de lox. Como acontecia no Goddard, o combustível era bombeado ao redor
da câmara de combustão da V-2 para esfriar suas paredes.
A
primeira V-2 foi abastecida com um combustível que era uma mistura de álcool
etílico e água. A água reduzia um pouco a velocidade do foguete, mas sem ela
a temperatura do motor teria sido elevada demais. Tal como no foguete Goddard,
a orientação da V-2 era feita por giroscópios que punham em funcionamento as
aletas móveis de escapamento.
Desenvolvendo Maiores Potências
Quanto
mais ambiciosa for a missão de um foguete, tanto mais eficaz deverá ser o seu
gerador de força, o empuxo, que o eleva do solo e o coloca em órbita. A procura
de combustíveis mais potentes levou à descoberta de muitos tipos deles. Existem
atualmente 3 tipos principais..
1-
Líquido comum, geralmente querosene que requer um oxidante, como o oxigênio
líquido. 2- Sólido, uma combinação de nitroglicerina e nitrocelulose, com uma
mesma fonte de oxigênio.
3-
Líquido de alta potência, um combustível de hidrogênio líquido que é cerca de
um terço mais potente que o querosene.
Saturno V
0
grande foguete Saturno V foi projetado para levar à Lua os astronautas do Apoio.
Tem 110 m de altura - mais alto que um edifício de 35 andares. No momento do
arranque, pesa mais de 3.000 toneladas. Não bastando o avançado desenvolvimento
do Saturno, os especialista já estão tentando aperfeiçoá-lo. Uma das propostas
consiste em substituir a primeira etapa a combustível líquido por grupos de
motores a combustível sólido, aumentando a carga útil em 10%.
Propulsor Recuperável
Um
propulsor recuperável seda um que pudesse ser conduzido de volta à Terra completamente
intacto depois de Ter cumprido seu objetivo no espaço. Um conceito de tal magnitude
é expresso pela nave "Siamese Twin" (Gêmeos Siameses). As duas naves
decolam grudadas, depois, numa velocidade seis vezes maior que a do som, a primeira
metade desprendese para voltar à Terra, enquanto sua irmã gêmea começa a desenvolver
velocidade para entrar em órbita. Posteriormente, a segunda metade regressará
à Terra para uma aterrissagem em pista.
Ao
suprimir as extravagantes despesas dos propulsores, veículos semelhantes a estes
poderão trazer uma acentuada redução nos custos espaciais de até 95%.
Foguetes
O foguete é um gênero de motor capaz de gerar maior
potência em proporção ao seu tamanho do que qualquer outro tipo de motor conhecido.
Um foguete pode produzir cerca de três mil vezes mais potência do que um motor
de automóvel do mesmo tamanho.
Inventado
pelos chineses no século XIII, mantém nestes longos 700 anos seus princípios
iniciais, ou seja, expele um vento quente em alta velocidade, causado pela queima
de algum combustível. Mas ao contrário dos motores a hélice ou a jato, que empurram
o avião para a frente e estes sustentam-se pela resistência do ar nas asas,
o foguete não precisa de ar para planar. Ao contrário, no vácuo ele apresenta
melhor rendimento, pois não há a resistência do ar.
Para
explicar o funcionamento de um foguete, o melhor exemplo é uma bexiga de ar,
destas que enfeitam festinhas de crianças. Uma vez cheia, quando o ar é liberado,
a bexiga projeta-se no sentido contrário ao da saída do ar. Mas não é este “jato”
que impulsiona o objeto de borracha e sim uma força idêntica e no sentido contrário
à saída, na parede oposta à boca. Portanto, este princípio funciona perfeitamente
também no vácuo.
Lançar
um foguete é como atirar uma pedra para longe. Após uma subida inicial, passada
a força de impulsão, ela inicia uma trajetória de volta ao solo. Para que esta
pedra possa cair fora da Terra e portanto ficar orbitando o Planeta, é necessário
jogá-la a 28.800 km/h. Se quisermos que esta mesma pedra saia da atração gravitacional,
então é preciso que ela seja arremessada a 40.000 km/h.
Em
vista disso, embora simples na teoria, os “inventores” sempre tiveram pela frente
um desafio: como fazer um foguete que vá mais alto, mais depressa e com mais
carga. Para conseguir isso, quase que a totalidade do artefato era ocupada pelo
combustível, pouco sobrando para a carga útil.
Além
dos pioneiros chineses, no século seguinte os europeus começaram a interessar-se
pelo artefato. Italianos, franceses e ingleses foram os que mais tentaram, porém
com resultados modestos. Coube aos alemães os maiores progressos nesse campo.
Em 1935 já lançavam foguetes de 50 kg a alturas de 2.500 metros. Mas foi com
a bomba voadora V-2 que esta técnica alcançou o estágio de desenvolvimento até
hoje não superado. Estes formidáveis foguetes pesavam 14 toneladas, tinham 15,5
metros de altura e alcançavam 80 km de altitude, levando uma carga útil de um
tonelada a 5.760 km/h, cujo motor tinha a potência de meio milhão de cavalos-força.
Mesmo assim o motor media apenas 1,65 metros de comprimento e pesava perto de
450 kg. Sua potência era conseguida pela queima de uma mistura de álcool e oxigênio
líquido.
Mas
qualquer coisa que queime uniformemente pode ser usada como combustível: além
do álcool etílico, também o querosene e a gasolina. A energia é conseguida através
de uma combinação com outra substância, o oxidante, que provoca a combustão.
E o mais popular deles é o oxigênio. Para motores atmosféricos (pistão, turbina
ou vapor), este oxidante é obtido do próprio ar. Daí, mais um problema para
os foguetes: no espaço não existe ar. Em vista disso, também o oxidante deve
ser levado junto com o combustível. Mas o problema de armazenagem do oxidante
foi resolvido, sendo levado em estado líquido, o que reduz sua área de armazenamento
em até 60 vezes, desde que resfriado a 183o C abaixo de zero. Modernamente
utiliza-se como combustível o hidrogênio (mais volumoso que o álcool, gasolina
ou querosene) e como oxidante a fluorina e o tetróxido de nitrogênio.
Resolvida a questão do funcionamento, o desafio passou
a ser como alcançar o espaço, levando carga útil. Dentro da equação até então
em voga, estruturas monstruosas teriam de ser construídas, com chances duvidosas
de sucesso, devido ao colossal tamanho. Isto porque, embora um foguete possa
produzir grande potência, queima combustível muito rapidamente. O foguete Saturno
V (110 metros de altura), por exemplo, queima mais de 1.210.000 litros de combustível
durante os primeiros 2 min 45 s de vôo.
Mas
a solução para este impasse já estava elaborada há 300 anos, nos manuscritos
de um fabricante de fogos de artifício chamado Johann Schmidlap. Na sua concepção,
seriam montados foguetes um no topo de outro. Era a idéia do foguete de fases
ou de vários estágios. Nesse arranjo, cada foguete contribui com o seu impulso
para ajudar o de cima. Quando acaba o combustível do primeiro, este solta-se
e o segundo começa a funcionar já a partir de uma velocidade considerável e
assim por diante, fazendo com que velocidades finais muito elevadas possam ser
atingidas pelo último foguete da série.
Quando
esta técnica foi posta em prática, estava definitivamente aberto o caminho para
o espaço. Mesmo assim, um veículo de vários estágios pode pesar, no lançamento,
mil vezes mais do que sua carga útil. Resta agora esperar pela nova geração
de foguetes, esta sim revolucionária em relação a tudo o que foi feito até agora.
Trata-se do foguete movido a fótons, que são feixes de ondas eletromagnéticas
produzidas por um reator atômico. E o reator, como se sabe, necessita de muito
pouco combustível para operar por dezenas de anos.
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