Corrida Espacial

 

Corrida Espacial:

           Um dos piores desastres da era espacial teria sido o projeto Apollo 13, não fosse a habilidade da NASA e dos três tripulantes da nave. Somar-se-ia à perda da vida dos tripulantes, a derrota dos EUA perante a URSS.

            A URSS vinha sobrepujando sucessivamente os EUA na conquista do cosmos e os últimos haviam decidido levar o homem à Lua para demonstrar todo seu poderio tecnológico, além de assegurar o seu domínio sobre o mundo. Na realidade, os EUA não estiveram sempre à frente.

Saiba a verdade sobre a corrida espacial, clicando aqui.

 

EUA  X  URSS:

            Quando o Sputinik 1 entrou em órbita, o público acreditou que os EUA perderiam a corrida espacial e que essa humilhação mudaria todo o panorama internacional. Os EUA poderiam facilmente ter colocado seu satélite em órbita até um ano antes dos russos.  



Luta    de Gigantes: 

Iniciada com o lançamento do Sputinik 1, o primeiro satélite artificial do mundo, a Corrida Espacial se acirrou cada vez mais.


NASA:    

          A chegada do homem à Lua impulsionou o desenvolvimento da NASA e apressou investimentos milionários. Desde então a NASA vem fundando centros de pesquisas aeroespaciais.  

 

Sondas:

            Pioneer 10 e 11, Voyager 1 e 2, entre outras.

 

 

Para maiores informações sobre as Sondas Espaciais, os satélites, telescópios, Estações Espaciais, Sistema Solar, Programa Espacial Russo e outras curiosidades, visite a página da Astronomia na Web: http://www.iis.com.br/~lgabriel/main.htm ou a Launchpad 9: http://launchpad9.cjb.net .

 

 

Ônibus espacial   (Space Shuttle)

Nave espacial, que parte como foguete e pousa como avião, capaz de realizar repetidas viagens entre a Terra e o espaço, transportando uma tripulação numerosa. Idealizado para missões de instalação de satélites no espaço e de reparo e resgate daqueles já em órbita.

O projeto foi inaugurado, em abril de 1981, com o lançamento do ônibus espacial Columbia. Na sua quinta missão, transportou astronautas. Porém, em 28 de janeiro de 1986, o modelo Challenger explodiu após o lançamento, em razão de uma falha no anel de vedação de um propulsor. Morreram sete astronautas.

           

            Mais informações no seguinte endereço:

http://www.geocities.com/ResearchTriangle/Lab/6116/shuttle.html; tem as missões passadas e futuras, o manual técnico de referência e a tabela resumida de todas as missões, algumas curiosidades e perguntas respondidas.

 

 
Estação espacial

QUE É?: É uma plataforma que permite a permanência, por períodos longos, de seres humanos no espaço.

PARA QUE SERVE?: Serve como atracadouro para naves espaciais e é usada como laboratório para experiências científicas e observatório astronômico.

ESTAÇÕES EXISTENTES: Salyut e Mir (soviéticas) e Skylab (norte-americana).

PROGRAMAS ESPACIAIS: A Salyut I foi lançada em 1971. A Salyut 6, em órbita por cinco anos, recebeu a visita de inúmeras tripulações, inclusive de astronautas estrangeiros. A bordo da Salyut 7, três astronautas estabeleceram o recorde de permanência no espaço, 237 dias, superado pouco depois pelos próprios soviéticos. A sucessora da Salyut no programa espacial soviético é a Mir. Lançada em 1986, ainda permanece em órbita. Definida como estação espacial permanente ela pode receber seis espaçonaves e hospedar dois astronautas. O programa norte-americano da Skylab é mais complexo do que o soviético. A estação espacial, é 3,5 vezes maior do que a primeira Salyut. A Skylab é um laboratório em órbita. Realiza experiências científicas e tecnológicas, como o teste de crescimento de cristais em condições de ausência de gravidade.

 

Estação Espacial Internacional

            A Estação Espacial Internacional (em Inglês: Internacional Space Station - ISS), maior laboratório orbital construído pelo homem, terá a dimensão de um campo de futebol ou dois Böeing 747. Os países integrantes são: Brasil, Canadá, Japão, Estados Unidos, Rússia e 11 sócios da Agência Espacial Européia.

 

           

 

 

 

Para saber mais sobre a Estação Espacial Internacional, acesse o seguinte endereço da Internet: http://www.impe.br/programas/iss/default.htm; lá você encontrará a participação brasileira e a utilização da estação pelo Brasil, com os produtos de responsabilidade de construção pelo Brasil, um cronograma das principais datas, ilustrações e links para outras páginas.

 

 

Disparo à Lua, Sonho Lunar

       Menos de um ano depois do começo da era espacial, os Estados Unidos voltaram seus esforços para a Lua. Três sondas sucessivas – os Pioneer I, II e III – lançadas com intervalos de um mês em fins de 1958, sofreram falhas na propulsão. Os soviéticos fizeram a tentativa seguinte rumo à Lua, em 1959, e também tiveram seu fracasso. Inicialmente, a sonda soviética foi chamada de Lunik, “disparo à Lua”, porém mais tarde os russos rebatizaram – na por Mechta, ou “sonho”. Mechta prosseguiu sua trajetória para tornar-se a primeira espaçonave que entrou em órbita ao redor do Sol. Dois meses depois os Estados Unidos dispararam a Pioneer IV; este teve quase que exatamente o mesmo destino que Lunik – Metcha, desviando-se da Lua cerca de 60.000 Km e mergulhando em órbita solar.

       A superior arte soviética de foguetes finalmente se ressarciu por completa nesta competição de tiro ao alvo lunar. Em 12 de setembro de 1959 os russos marcaram um tento direto, acertando um Lunik nas vizinhanças do centro da Lua. Algumas semanas depois o Lunik III forneceu as mais emocionantes lembranças até então vindas do espaço, retransmitindo para a Terra algumas fotografias do lado posterior da Lua, jamais vistas pelo homem.

       Ironicamente os Estados Unidos foram muito mais bem sucedidos nas tentativas de coletar e acumular informações de uso imediato sobre o planeta Vênus. Os soviéticos tiveram a primeira tentativa em 12 de fevereiro de 1961, disparando, do Sputnik VIII , de sete toneladas que circundava numa órbita próxima da Terra, uma sonda em direção a Vênus pesando cerca de 652 Kg. Mas a nave russa, que se destinava a Vênus, ainda não completara uma semana da jornada de três meses quando seu rádio emudeceu.

 

 

Fotografia

A fotografia nasceu de dois marcos importantes na evolução do conhecimento: o princípio da câmera escura – descrito por Leonardo da Vinci em 1545 – e o da  química da luz – baseado nas experiências realizadas pelo inglês Robert Boyle em 1663. Até a pouco, acreditava – se que esses dois princípios se haviam cruzado em Paris, 1837, quando Louis Daguerre conseguiu reproduzir imagens duradouras em chapas de cobre recobertas de prata e sensibilizadas por vapores de iodo. Estava inventada a fotografia. Sabe – se hoje, porém, que anos antes, na cidade paulista de Campinas, o francês Hercule Florence realizou trabalhos que atribuem a primazia indiscutível dessa invenção.




A fotografia a cores – uma das maiores conquistas da técnica fotográfica foi a possibilidade de se obter fotos a cores. Para isso existem diferentes processos, todos baseados na decomposição da luz branca em luzes coloridas: três primárias (azul, verde e vermelho) e três complementares ( ciano, magenta e amarelo). De uma maneira simplificada, um filme a  cores é constituído de três camadas. A primeira é sensível apenas à luz azul; a segunda camada é sensível só ao verde; e a terceira registra única e exclusivamente a luz recebida das partes vermelhas do objeto.

 

 

Rádio

A propagação das ondas – As telecomunicações (por rádio ou por televisão) tornam-se uma realidade à existências das ondas eletromagnéticas ( fenômeno provocado pelo movimento vibratório dos elétrons), descobertas por Heinrich Hertz  no final do século passado. Essas ondas são medidas pelo número de oscilações e a unidade de medida e o hertz( Hz ) . As transmissões de AM, por exemplo, ocupam a faixa de ondas médias, entre 500 e 1.500 kHz ( 1 kHz = 1000 Hz ). Como as ondas se propagam em linha reta, essa faixa tem alcance: algumas centenas de quilômetros. Já as ondas curtas, situadas entre 6 e 30 MHz (M = 1 milhão de Hz), podem atingir camadas superior e da ionosfera; de lá, são seguidamente refletidas para a superfície terrestre, e assim podem dar a volta ao mundo. A ionosfera e a superfície terrestre comportam-se como espelhos refletores. As ondas longas propagam-se de maneira diferente: sua trajetória acompanha a curvatura do globo, sem que ocorra reflexão na camada ionosférica. As microondas atravessam a camada ionosférica e perdem-se no espaço exterior. A partir da década de 60, porém, coma criação dos satélites artificiais, essas ondas passaram a ser largamente utilizadas em telecomunicações, pois podem ser captadas pelos satélites e reenviadas à Terra. Como as transmissões de televisão também se realizam via satélite, em 1969 o mundo todo pode acompanhar ao vivo a chegada do homem à Lua. As microondas permitem ainda que o homem disponha de imagens nítidas dos planetas mais distantes do sistema solar, enviadas por sondas espaciais, a milhões de quilômetros da Terra.


 

Lançando um Viajante Espacial

        Os astronautas postos em órbita por meio do projeto Mercury foram lançados numa cápsula de 1.380 Kg, colocado na ogiva de um foguete Atlas, de 22 m. Dois minutos após o lançamento, foram abandonados o propulsor e a torre de escape (a qual, num lançamento falho, deveria arremessar a cápsula afastando – a do perigo). Em seguida o segundo estágio, em mira numa área precisa do espaço – que os especialistas em foguetes chamam de “janela” pela qual o veículo deve passar- arremessou a cápsula para a órbita.

 

 Homens e Animais no Espaço

           Uma sonda enviada  a Vênus foi uma realização excitante, porém dentre todas as competições entre soviéticos e americanos, a única que prende inevitavelmente a maior das atenções foi a corrida para colocar o homem no espaço. Seguindo o trajeto orbital da cadela Laika, verdadeiros zoológicos – ratos, camundongos, moscas, macacos, chimpanzés – foram lançados pelos russos e pelos americanos nos meses que se sucederam ao Sputnik II. Alguns dos perigos das viagens espaciais foram apontados quando dois dos satélites de teste russos foram vítimas de desastres: um findou – se durante a reentrada, e o outro, a um sinal para retornar à Terra, acabou entrando numa órbita  mais alta. Não obstante foram os russos que, em abril de 1961, pela primeira vez enviaram um homem ao espaço. Iúri Gagárin, que depois de uma única órbita aterrissou .

        Muito embora a URSS tenha ganho esta corrida, como fez com as outras, os Estados Unidos alcançaram ainda um sucesso todo peculiar ao proporcionarem, pela  televisão , aos fascinados espectadores do mundo inteiro, um espetáculo de camarote enquanto completavam com êxito a série de disparos do Programa Mercury.

       Os russos, com sua dianteira inicial graças aos tamanhos dos foguetes, puderam conversar, firmemente, a maior parte das honrarias dramáticas nesses primeiros 5 anos da era espacial. Mas os Estados Unidos, com sua melhor instrumentação, pareciam estar utilizando seus satélites de modo mais eficiente, empregando- os em observações meteorológicas, nas comunicações, na navegação, em estudos biológicos e em diversos usos militares, alguns deles secretos.

 

 Terrores da Imaginação

       Como os perigos do desconhecido parecem sempre mais ameaçadores do que os do conhecido, o espaço dava a impressão de estar repleto de inúmeros terrores antes que os homens se lançassem nele. Da mesma maneira que os cartógrafos da Antigüidade costumavam nos amplos espaços vazios de seus mapas “Aqui há dragões”, também o espaço pré – Sputnik era considerado como que cheio de perigos. Nem todos eles eram imaginários. Ninguém duvidava de que, uma vez que os homens se aventurassem além além  da camada da atmosfera, eles deveriam estar abastecidos de ar e protegidos contra o vácuo. Mas ninguém duvidava, tampouco, de que, isso poderia ser conseguido pelo desenvolvimento das tecnologias existentes. Desde os vôos à estratosfera da década de 1930, balões tripulados e aviões vêm operando em regiões que eram tão hostis quanto o espaço.

       Os perigos das conhecidas radiações cósmicas foi também extremamente exagerado; os riscos por eles representados são quase que insignificantes.  Daí a razão por que a descoberta dos grandes cinturões de radiação ao redor da Terra se constituiu num choque considerável. Era um perigo até então desconhecido, que tornava determinadas regiões do espaço inabitáveis, a não ser com uma blindagem de peso impossível. Entretanto logo se compreendeu que os cinturões de Van Allen representavam um obstáculo a ser transposto e não uma barreira completa. Escolhendo – se órbitas convenientes, é possível evitar os níveis mais intensos de radiação.

 Problemas de Ausência de Peso

       Como  a ausência de peso jamais tinha sido experimentada pelos seres humanos, por mais de uma fração de minuto, temia-se que ela pudesse produzir náuseas incontroláveis, falta de coordenação muscular, arritmia cardíaca e outras perigosas mudanças no funcionamento do corpo. O vôo de uma semana da cadela Laika no Sputnik II foi de importância transcendental para fazer cessar esses temores. Sabemos hoje que a ausência de peso ,longe de ser desagradável,  pode ser até deliciosa. Alguns cientistas antevêem mesmo a possibilidade de que os corpos dos astronautas, uma vez adaptados a ausência de peso, encontrem dificuldades para se readaptarem a gravidade da Terra, depois de muitas semanas de vôo no espaço.

 

Contribuições da Medicina na Corrida Espacial

     Quando uma pessoa vai para o espaço ela sofre várias modificações em seu organismo por causa da gravidade. Até o organismo se acostumar sem a gravidade leva um certo tempo, e quando a pessoa volta a Terra ela tem que fazer exercícios de reabilitação como por exemplo voltar a andar , o que leva 3 semanas de reabilitação.

      Pode-se também ir para o espaço para se fazer pesquisa e ter um avanço na medicina como a Shannom Lucid que foi para o espaço fazer experimentos científicos com tecidos vivos. Há muito mais coisas para saber a respeito da medicina, mas muitas delas ainda estão em estudos e não são divulgadas.

 

- Ultra Sonografia e ressonância magnética = exames que rastreiam o corpo humano com ondas mecânicas e produzem imagens coloridas de qualquer órgão só foram possíveis graças ao desenvolvimento da espectrografia .

 

-  Cadeira de roda giráveis =  o veículo de exploração da Lua, o Lunar Rover, e os robôs criados pela Nasa para geraram benefícios aos deficientes físicos. Do Rover, as cadeiras de rodas elétricas aproveitam uma espécie de joystick, bastão que controla a velocidade permite o deslocamento em várias direções.

Ressonância – igualdade de freqüência ( ondas )

Ondas mecânicas-  Som – resultado da onda mecânica longitudinal (direção de vibração coincide com a direção de propagação)

 à CURIOSIDADES

 Diversos links em inglês sobre assuntos espaciais: http://www.letsfindout.com/subjects/browse?space

 NOVA VIDA PARA OS MÍSSEIS

Em 1950 Von Braun foi transferido de White Sands para o Arsenal de Redstone, em Huntsville, Alabama. Em junho daquele ano estourou a guerra na coréia e de súbito aparecia imperiosa a necessidade da técnica militar de foguetes. Em menos de um Mês ordenou - se a Von Braun que estudasse a possibilidade de um míssil balístico de 800Km de alcance. Seu relatório foi favorável, e começou - se a trabalhar no foguete no outono daquele mesmo ano. Foi dada grande prioridade ao projeto e ao foguete foi batizado com o nome de Redstone. Enquanto os americanos construíam foguetes, os cientistas europeus, carentes de fundos para os ensaios práticos, trabalhavam nos aspectos teóricos dos satélites e de outros projetos espaciais. Antes mesmo do fim da Segunda Guerra Mundial, os entusiastas espaciais ingleses tinham ressuscitado a British Interplanetary Society ( Sociedade Interplanetário Britânica ). Que começara inicialmente em 1933. Sob seu patrocínio realizou - se em Londres, em setembro de 1951 o Segundo Congresso Internacional de Astronáutica ( o primeiro se verificara em Paris um ano antes ). O tema do Congresso de Londres era "O Satélite Artificial", e entre os documentos lidos estava um estudo de projeto de satélites capazes de colocar instrumentos em órbita. Incidentemente sugeria - se que a carga útil poderia ser um balão metálico inflável, que pudesse ser rastreado opticamente ou por meio de radar; mais tarde decorridos menos de 10 anos, o mundo inteiro veda tal objeto - a brilhante e móvel estrela do Echo 1. de 1951 em diante, a idéia de satélites portadores de instrumentos estava em importância no momento.

 Dois centros de observações astronomicas de Von Braun:

Von Braun Astronomical Society - http://www.vbas.org/

Von Braun Center - http://www.vbcc.com/

 

 O MOUSE QUE NÃO VOOU

Quatro anos antes do Sputnik, quando os satélites orbitavam apenas na ficção científica, um físico da Marinha dos Estados Unidos, o Dr. Fred Singer, propòs um "Minimum Orbital Unmanned Satellite of the Earth"- MOUSE - (Satélite Terrestre Não Tripulado de Órbita Mínima)

com esperanças de desenvolver um autêntico programa espacial. Disse que, com a tecnologia disponível em 1953, esse satélite de 45KG poderia ser posto em órbita com o gasto de um milhão de dólares - mais barato que o custo de um bombardeio a jato. O MOUSE acabou em nada. O primeiro gemido da era espacial foi provavelmente ouvido por mais homens do que qualquer outro som na história até aquela data. Nos dias que se sucederam ao lançamento do Sputnik, em 4 de outubro de 1957, milhões de pessoas ouviram com admiração, orgulho ou temor a voz eletrônica sibilante que dava uma volta ao mundo a cada 96 minutos. Da noite para o dia a balança do poderio mundial pendeu para o outro lado; os Estados Unidos sofreram um revés propagandístico do qual não se recuperariam durante anos. Fazia exatamente um mês que o Sputnik I estava em órbita quando o Sputnik II, muito maior, foi lançado. A carga útil de aproximadamente 90Kg do primeiro satélite - quase dez vezes maior do que a do projetado veículo Vanguard - tinha sido deveras impressionante; a meia tonelada do Sputnik II era quase incrível. Além disso, ao colocar em órbita a primeira criatura viva - a cadela Laika - o Sputnik II anunciou claramente o interesse soviético na biologia espacial e , fundamentalmente, no lançamento de uma espaçonave tripulada.

 Mais sobre Sputnik detalhadamente - http://www.hq.nasa.gov/office/pao/History/sputnik/

 Se bem que qualquer câmara fotográfica comum, carrregada com filme rápido e ajustada para um determinado tempo de exposição, registraria a esteira luminosa produzida por um grande satélite viajando entre as estrelas, pouquissimos instrumentos no mundo podem obter a imagem real de um objeto no espaço, a uma distância de várias centenas de quilómetros, e que se desloca a uma velocidade de aproximadamente 30.000Km horários. os telescópios astronómicos comuns, desenhados para seguir as estrelas que se movem lentamente, são inúteis para esse fim. Mas o dispositivo de Melbourne, que tem um sistema óptico de mais ou menos sessenta e seis centímetros de largura, foi montado como um canhão antiaéreo para varrer transversalmente o céu nas mesmas velocidades dos satélites. Durante um período de três dias, rastreando o Sputnik li nas passagens que se sucediam, ele obteve uma séria completa de fotografias nítidas.

 

 CONQUISTAS DE UM ANO DE TRABALHO

Logo que iniciaram, os americanos superaram os russos - em número de seus satélites, já que em tamanho não. É curioso que a URSS, depois de Ter lançado dois satélites em rápida sucessão ao findar o ano de 1957, só colocou um em órbita durante todo ano de 1958, o Sputnik lll, de quase 1.400Kg de peso. Por outro lado, os Estados Unidos, durante o seu primeiro ano no espaço, lançaram ánco satélites e três sondas lunares. Estas últimas tiveram sucesso parcial, mas proporcionaram aos cientistas as primeiras informações diretas sobre regiões a 112.000 Km acima

da Terra, e estabeleceram os limites dos cinturões de Van Allen, áreas de radiação, até então desconhecidas, que circundam a Terra e que foram descobertas pelo Explorer1. Entretanto, do ponto de vista americano, um dos mais importantes acontecimentos de 1958 foi de ordem estritamente organizacional - a fundação da Administração de Espaço e da Aeronáutica Nacional ( National Aeronautics and Space Administration NASA ), sob a direção de Dr. T. Keith Glennan. A NASA assumiu o comando das instalações e do pessoal de um órgão predecessor, a Comissão Consultiva Nacional para a Aeronáutica ( National Advisory Commitee for Aeronautics NACA ). Quando a NACA foi fundada em 1915 "para supervisionar e dirigir o estudo científico dos problemas de vôo com o objetivo de solucioná-los na prática", o Congresso destinou - lhe uma verba de 5.000 dólares anuais - "ou o que preciso fosse dessa quantia". Não se pode deixar de imaginar o que teriam pensado os cautelosos legisladores de 1915 se soubessem que a criação desse órgão viria a ter um dia um sucessor que começaria a vida com um orçamento de , a grosso modo, 100.000 vezes maior. ( a NACA, em seu primeiro ano, gastou ao todo a soma de 3.938.94 dólares.) A NASA, sob a direção técnica do administrador suplente Dr. Hugh Dryden, não perdeu tempo em tomar duas decisões críticas. A primeira foi organizar um programa do "homem no espaço". Deu - se a esse programa o nome de Projeto Mercury e os primeiros sete astronautas americanos foram selecionados das Forças Armadas. A Segunda foi solicitar prioridade absoluta para a construção de um motor de foguete com um empuxo de 680.000Kg. Não havia até então nenhuma missão operacional para semelhante motor, porém o mesmo demandada anos de desenvolvimento e ninguém duvidava que, quando estivesse pronto, ele seria necessário. ( Como os fatos provaram, o primeiro veículo a usar esse gigantesco motor, o Saturno V, precisou de cinco deles.) nos primeiros meses de 1958, o compasso da era espacial acelerou - se acentuadamente. Durante os cinco anos seguintes foram lançados cerca de 148 novos satélites e sondas, que desde o início provaram seu valor científico. O primeiro Sputnik mostrara que a densidade da atmosfera em que orbitava era de ánco a dez vezes maior do que se supunha, que as temperaturas eram mais elevadas e que as camadas da atmosfera que circundam a Terra podiam canalizar as ondas de rádio dos satélites para o ourtro lado da Terra graças a um "efeito de espelho". O primeiro satélite americano, o Explorer 1, por detectar pela primeira vez as grandes zonas de radiação hoje conhecidas como os cinturões de Van Allen , fez a descoberta científica mais importante do Ano Geofísico lntemacional. Até o Vanguard 1, de cerca de um quilo e meio de peso e do tamanho de uma grapefruit, contribuiu com sua parcela para a ciência as dar à humanidade a primeira pista de que o mundo sobre o qual ela vivia tinha a forma de uma pêra.