Hollywood


Em 1927, foi fundada a Academia de Hollywood - a distribuidora dos Oscars (os prêmios mais cobiçados e populares até hoje). A Academia tem mais de 5 mil membros entre atores, atrizes, produtores, roteiristas, cenógrafos, diretores e fotógrafos. Cada membro vota na sua área específica. As votações são secretas e o resultado é anunciado durante a festa de entrega em Los Angeles. São feitas cinco indicações para cada uma das 24 categorias: filme, diretor, ator, atriz, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, roteiro original, roteiro adaptado, fotografia, direção de arte, figurino, montagem, som, efeito sonoros, efeitos visuais, maquiagem, trilha sonora (drama), trilha sonora (musical/comédia), canção, filme estrangeiro, documentário de longa-metragem, documentário de curta-metragem, curta-metragem de animação, curta-metragem. O Oscar é entregado anualmente para as melhores produções de cinema. O troféu, feito de estanho e banhado a ouro 14 quilates, tem 34 cm de altura e pesa 3,5 quilos. O nome da estatueta veio a surgir quando uma bibliotecária da Academia, Margaret Herrick, em 1931, achou que o troféu tinha a cara do seu tio Oscar, um fazendeiro do Texas. Durante o período da II Guerra Mundial, a pobreza era tanta que a estatueta de bronze folheada a ouro foi substituída por uma de gesso pintado de tinta dourada. Os filmes recordistas de Oscars são Ben Hur e Titanic, ambos levaram 11 estatuetas.

 

OSCAR DE MELHOR FILME (desde 1980):

1980 Kramer versus Kramer (Robert Menton)
1981 Gente como a Gente (Robert Redford)
1982 Carruagens de Fogo (Hugh Hudson)
1983 Gandhi (Richard Attenborough)
1984 Laços de Ternura (James L. Brooks)
1985 Amadeus (Milos Forman)
1986 Entre dois Amores (Sydney Pollack)
1987 Platoon (Oliver Stone)
1988 O Último Imperador (Bernardo Bertolucci)
1989 Rain Man (Barry Levinson)
1990 Conduzindo Miss Daisy (Bruce Beresford)
1991 Dança com Lobos (Kevin Costner)
1992 O Silêncio dos Inocentes (Jonathan Demme)
1993 Os Imperdoáveis (Clint Eastwood)
1994 A Lista de Schindler (Steven Spielberg)
1995 Forrest Gump (Robert Zemeckis)
1996 Coração Valente (Mel Gibson)
1997 O Paciente Inglês (Anthony Minghella)
1998 Titanic (James Cameron)
1999 Beleza Americana

FILMES IMPORTANTES: Alguns dos filmes mais marcantes da história do cinema, e famosos por seus efeitos especiais são: Guerra nas Estrelas, De Volta para o Futuro, Indiana Jones, O Império Contra-Ataca, King Kong, O Segredo do Abismo, Exterminador do Futuro e Toy Story.

GUERRA NAS ESTRELAS:

Tão marcantes foram as técnicas de produção de imagens desenvolvidas pela ILM em Guerra nas Estrelas, que hoje, quando o arquivista da LucasArts Don Bies leva o visitante para um passeio ao acervo onde se acumulam 1 200 trajes, maquetes, criaturas e fundos pintados de filmes datando desde 1975, as próprias relíquias parecem patéticas. "Aqui está o elmo de Darth Vader", mostra Bies. O objeto é tão negro, reluzente e ameaçador como no filme, mas não passa de um plástico leve, como uma máscara infantil. Ao colocá-lo se descobre que o portentoso Vader tinha uma visão estreita do mundo, enxergando através de minúsculos furinhos.

DE VOLTA PARA O FUTURO:

Para De Volta para o Futuro II, cuja história se passa em 2015, a idéia era criar um clima dos anos 50, mas com um toque futurista. Chiang apresentou uma pré-produção, desenhada pelo colega John Bell, para uma futura lanchonete McDonald's, servida por robôs. Outra ilustração mostra um táxi do futuro, um Citroën 1959 - voador. Os principais produtos do departamento de arte - além de idéias - são os storyboards detalhando cada tomada que a ILM produzirá. Num filme carregado de efeitos, os storyboards podem chegar a 1 000 páginas. Eles orientam os artistas que criam as pinturas de fundo, painéis chamados mattes. Para fazer um trem, do filme De Volta para o Futuro III voar, a locomotiva em miniatura - sustentada por uma armação motorizada - executa uma dança suave diante de uma tela azul. O maquetista Steve Gawley dotou-a de 21 gags, ou partes ativas. Em uma dessas gags, pode-se bombar através de uma tubulação nitrogênio líquido oculto no tênder da locomotiva, a fim de congelar o revestimento exterior do trem, dando-lhe o que Gawley chama " aquela aparência de viagem no tempo". As rodas se desdobram e se movem horizontalmente. 'Turboescapes de empuxo", para propelir o trem durante o vôo, acendem-se na traseira. Painéis laterais abrem-se como asas desdobráveis. No entanto, nem um mestre maquetista como Gawley poderia fazer o trem voar. Os técnicos de filmagem por velocidade controlada (motiom-control) da ILM, contudo, conseguem levá-lo às alturas. "Na verdade, é a câmera que se move - o trem parecerá voar para longe, fazer a curva e voar de volta", diz Peter Daulton, que opera o computador que controla a câmera e a miniatura. Por um terminal de vídeo ele acompanha cada movimento da peça e ajusta continuamente sua trajetória, até que esteja perfeita. A armação, dirigida pelo computador, faz o trem inclinar-se em curvas imaginárias, elevar-se em subidas imaginárias, embicar em descidas imaginárias. Ao mesmo tempo, o computador move a câmera para trás e para a frente, para cima e para baixo, enquanto Daulton faz pequenos ajustes. No fim, os espectadores acreditarão que uma locomotiva pode abrir asas e voar. Mas, primeiro, os técnicos precisarão eliminar da imagem definitiva a armação que sustenta o trem. Além do mais, o trem voa apenas contra uma tela azul; não há paisagens embaixo, nem um céu cheio de nuvens acima. Como observa o diretor de pós-produção, Ed Jones, "para criarmos uma imagem, temos de criar um casamento de imagens".

INDIANA JONES:

Em Indiana Jones e o Templo da Perdição, o arqueólogo-herói emerge de um túnel para um penhasco. A vista inteira era um painel, com um trecho sem pintura: a abertura da caverna. Ali os técnicos poderiam projetar o filme com Harrison Ford e os outros atores, enquanto a câmera filmaria tanto o painel quanto a imagem projetada. No filme pronto, o ator parece estar na borda de um alto penhasco. "Não é uma ilustração; a técnica é um jogo sutil de luz", diz Ed Jones, diretor de pós-produção da ILM, que ganhou um Oscar por combinar desenhos animados e atores em Uma cilada para Roger Rabbit. Os storyboards são também enviados às oficinas de maquetes e de criaturas da ILM, que podem ter um aspecto surrealista.

O IMPÉRIO CONTRA-ATACA: Para O Império Contra-Ataca, os maquetistas criaram um planeta coberto de neve feito de fermento e de microbalões (minúsculas esferas de vidro usadas na fabricação de plásticos). A maior parte das tomadas foi pelo sistema quadro a quadro, em que a câmera filma um quadro e os técnicos movem parte de uma miniatura ou de uma figura (como um braço) alguns centímetros. A câmera então dispara outra vez e o braço é movido um pouco mais. Quando o filme é passado na velocidade normal, a miniatura parece ganhar vida.

KING KONG:

Atualmente, os efeitos visuais tem mais fundamento na vida real. Os artistas de efeitos especiais de hoje ousam mais do que os antigos, porque o público está mais sofisticado. Imagens obtidas quadro a quadro (stop-motion), como as de King Kong, por exemplo, costumavam mover-se aos trancos, mas não saíam tremidas. Mas, como qualquer coisa filmada em movimento apresenta-se levemente tremida, a ILM desenvolveu o go-motion, em que um computador move tanto a câmera quanto a maquete, para criar um tremor realístico.

O SEGREDO DO ABISMO:

Embora O Segredo do Abismo não tenha despertado o entusiasmo da crítica, recebeu um Oscar de melhores efeitos visuais. Os tripulantes de uma estação de perfuração do leito submarino encontram extraterrestres no fundo do mar. Estes criam um tentáculo de água para examinar a estação. Os espectadores observam o pseudópode serpentear pela base e se comunicar com a tripulação espelhando seus rostos na sua ponta sensível. Uma tripulante enfia o dedo no pseudópode e descobre que é apenas água do mar. Os humanos amedrontados acabam batendo a porta contra ele, e sua ponta se desmancha no chão. Então o resto do pseudópode se retira para o mar. O premiado espécime se encrespa e ondula como água de verdade, mas foi criado em computador. Terminada a criação digital, foi transferido para o filme.

EXTERMINADOR DO FUTURO:

No filme O Exterminador do Futuro 2 - O Julgamento Final, o robô vilão T-1000 (Robert Patrick) tem o estranho dom de se fundir ao chão e dali levantar em forma de gente. Elaborada nos computadores da Industrial Light & Magic, divisão visual da produtora americana de efeitos especiais Luca Art Entertainment, a mágica foi recriada nas salas escuras e geladas da Globograph, no Rio de Janeiro. Não foi preciso descobrir o truque do mágico para produzir um efeitro semelhante. Desde que a Globografh foi criada, há cinco anos, a equipe de engenheiros desenvolve seus próprios softwares, e acaba inventando programas que tornaram possíveis imagens inusitadas - como uma estranha estatueta do Oscar derretendo-se pelo chão. TOY STORY: O filme engoliu quatro anos de trabalho, e é um pouco diferente de tudo o que já tinha se visto nas telas neste século. Ele não contou com atores, locações, cenários, câmeras e nem mesmo filme, quer dizer, foi feito sem película cinematográfica. Saiu inteirinho dos computadores. É o cinema digital. Toy Story, a superprodução da Disney que estreou em dezembro de 1996, faturou, de cara, mais de 200 milhões de dólares só nos Estados Unidos. Grande parte do êxito deveu-se ao fato de ter sido aclamado como "o primeiro filme todo feito em computador". O mais importante é que o computador, até recentemente usado apenas para produzir os efeitos especiais, deixou a condição de coadjuvante; e se tornou a mais nova estrela do cinema mundial. Foram usados computadores com dois a oito processadores (os cérebros eletrônicos da máquina). O poderoso equipamento trabalhou 24 horas por dia num total de 800.000 horas para produzir as imagens vistas no cinema. Para cada pixel (ponto da imagem), os computadores realizaram cerca de 500.000 operações matemáticas. Em alguns casos, o detalhamento chega a parecer absurdo. Sabe-se que cada árvore mostrada no filme tem 10.000 folhas e que Sid, o menino malvado, tem 15.977 fios de cabelo.