O trabalho no cinema combina tempo e espaço, de maneira diversa à de todas as outras artes, que utilizam ou o espaço (escultura) ou o tempo (música) para obter um ritmo narrativo. Cada imagem supõe uma composição plástica e mostra, em duas dimensões, um mundo tridimensional. O fotograma, menor unidade de expressão cinematográfica, é o fragmento de uma obra de arte, levando-se em conta sua composição, proporções, distribuição de pessoas e objetos, contrastes de claro e escuro e combinações de cor.Recursos próprios da literatura (palavras), do teatro (cenografia), da fotografia (imagem, luz), das artes plásticas (decorações, composições) são utilizados pela estética cinematográfica, que se vale, para isso, de recursos como os movimentos de câmara e a tomada de diferentes planos enquanto se roda o filme.
Depois de ter sido feito todo o trabalho de produção, filmagem, montagem, efeitos especiais, sonorização, etc..., é preciso fazer o agrupamento de tudo isso:
CÂMERA, AÇÃO! A partir da tomada de uma cena, faz-se o registro da ação na câmara cinematográfica, que funciona na velocidade de 24 quadros por segundo, e do registro sonoro, que o microfone capta e transmite para o gravador. A película do filme é levada então ao laboratório, que revela a imagem positiva em outra película transparente, num processo semelhante ao da fotografia. O mesmo se dá com a fita magnética, levada ao laboratório para a gravação e revelação do som óptico.
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