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Da alquimia à Ciência |
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Justificativa Nos últimos tempos tem-se notado o quanto a mídia tem reservado tempo extremado para temas sensacionalistas, pseudocientíficos, místicos e pouca atenção para a ciência, em especial o pensamento crítico científico. Após uma pesquisa encomendada pelos canais de TV descobriu-se que o público gosta de temas relacionados ao cotidiano, relacionados à pessoa comum e suas crenças. A partir de então, os canais de TV têm promovido uma avalanche de programas que exploram o sofrimento alheio, mas não como forma de desenvolver o espírito crítico, mas como forma de promover o “circo”, de estimular a curiosidade, de manter a audiência. Vídeos com imagens supostamente relacionadas a aparições extraterrestes, da virgem Maria, de pessoas que alegam poderes paranormais, videntes são muito mais enfatizados do que as avaliações críticas, com base em conhecimentos científicos. O público não quer pensar, quer diversão, dizem alguns supostos entendidos. No entanto, esquecem, ou querem esquecer, que o comportamento do público é fruto de uma cultura inevitavelmente associada à sua educação. É verdade que a maioria das pessoas, mesmo as mais cultas, deve ver na TV - na maioria das vezes - um instrumento de diversão. Entretanto, a TV difere, por exemplo, de um jogo de bola, ou qualquer outro esporte, no aspecto de que ela está presente muito mais incidentemente, e eficientemente, no cotidiano das pessoas. A maioria das pessoas - estudantes principalmente - assiste TV diariamente, mas não pratica esportes diariamente. Nos esportes, normalmente é difícil englobar muitos temas além do esporte em si. Porém, a TV permite viajar de um momento de diversão para um momento histórico, para uma entrevista, para uma discussão, para temas diversos devido à sua característica de rapidez e flexibilidade. Tudo é uma questão de investimento. Infelizmente não se muda instantaneamente a preferência de um povo, muito menos os interesses econômicos associados aos meios de comunicação vão estar mais interessados em ideais educacionais do que a própria escola. E antes de se tentar evitar que os estudantes assistam aos programas de TV, seria melhor prover os estudantes de espírito crítico, de ferramentas de análise, decisão e ação que os estimulem a avaliar e classificar o que é útil, inútil, honesto, desonesto, confiável, sensacionalista, científico ou pseudocientífico. Melhor do que conhecer os produtos da ciência, os estudantes deveriam ser estimulados a compreender a natureza da ciência, o fazer científico, o pensamento crítico científico, como forma de defesa perante logros, fraudes e charlatanismos que povoam, em nome da ciência, o cotidiano dos cidadãos. Neste projeto os estudantes puderam compreender o processo histórico do desenvolvimento da ciência e do pensamento científico, bem como os aspectos que caracterizam a prática científica, e não apenas os produtos da ciência. A partir do estudo das origens do pensamento mítico, e do pensamento alquímico, os estudantes perceberam o quanto a ciência promoveu não apenas progressos tecnológicos e na saúde, mas como promoveu uma nova forma mais confiável de se pensar e avaliar as interações e produções humanas. Naquele bimestre os estudantes adquiriram, leram e interpretaram dois livros de autoria do bioquímico Leopoldo de Meis, e do artista Diucênio Rangel, da UFRJ, intitulados “O Método Científico” e “A respiração e a primeira lei da termodinâmica: ou a alma da matéria”. Estes dois livros apresentaram a ciência, suas origens e seu método por meio de textos e imagens, em graphic novels, muito bem elaborados a ponto de sensibilizar e estimular suficientemente para a necessidade de pesquisas mais aprofundadas. Assim, após conversas do professor de Física com os professores de Química, História, Matemática, Português e Artes, nasceu a proposta do projeto Da Alquimia à Ciência, com o objetivo principal de proporcionar oportunidades de pesquisas mais aprofundadas e multidisciplinares (do que normalmente se exige no Ensino Médio) sobre as origens da ciência moderna, tomando principalmente como tema norteador, a influência da alquimia como fonte de questionamentos a respeito das leis primárias da natureza, para então permitir a melhor compreensão da ciência como atividade crítica e progressiva.
Cada professor
estabeleceu objetivos específicos os quais deveriam ser atingidos até o
final do projeto. Então, cada
professor selecionou três temas de pesquisas que foram divididos em
equipes, por turma. O professor de Português auxiliou na avaliação dos
textos, quando solicitado, e na orientações das exposições orais, e o
professor de Artes auxiliou na peça teatral. Os
temas foram os seguintes:
Física:
1) A
magia, a religião e as origens da ciência moderna;
2) O método
crítico científico;
3) Avanços
da ciência. Química:
1)
Da alquimia a Química moderna; 2)
A obra de Mendeleiev; 3)
As grandes descobertas da Química. Matemática:
1)
Os Pitagóricos, e suas crenças; 2)
Os grandes filósofos naturais e a sua ligação com a Matemática; 3)
Relação entre a Matemática e outras ciências no mundo científico
atual. História:
1)
Alquimia; 2)
Mitologia e Ciência; 3)
Renascimento e Iluminismo. A
primeira etapa do projeto, ocorrida no terceiro bimestre deste ano,
envolveu a pesquisa e a elaboração de artigos em forma de divulgação
científica, por equipe e tema pesquisado. Os professores também
disponibilizaram vários livros, textos e indicações de sites
específicos da Internet, como leituras fundamentais e obrigatórias para
cada tema, o que permitiu que os estudantes pudessem ter uma melhor
compreensão inicial a respeito do tema a ser pesquisado. Na
segunda etapa do projeto, ocorrida no quarto bimestre, as turmas fizeram
apresentações em sala de aula, a fim de socializar suas conclusões a
respeito dos temas pesquisados. As apresentações contaram com a
criatividade dos estudantes, que lançaram mão de mini-encenações, vídeos
próprios, música, etc. Além do conteúdo, estas apresentações também
foram avaliadas a respeito da organização, oratória, controle de tempo,
recursos utilizados e criatividade, o que exigiu competência e melhor
preparo dos estudantes, a fim de que cada equipe pudesse no curto
intervalo de 15 minutos, apresentar a essência do tema pesquisado, de
forma eficaz e interessante. Como
fechamento do projeto, os estudantes decidiram elaborar este site e
também apresentar uma peça teatral (uma por sala). Esta finalização
tinha como objetivos: possibilitar uma forma diferenciada, cultural, de
expressão dos conhecimentos adquiridos pela turma, e também proporcionar
momentos de estímulos às múltiplas inteligências dos alunos. Por isso,
as participações da peça, e do elaboração do site não foram
obrigatórias, mas os interessados em participar da peça teatral foram
divididos em quatro equipes: roteiro, elenco, cenário
(figurino/maquiagem) e administração, o que permitiu que os estudantes
pudessem colaborar, e serem estimulados, naquelas aptidões que melhor se
identificassem. A seguir você
poderá ler os artigos desenvolvidos pelas equipes, e ver algumas imagens
deste gratificante projeto. Boa navegação e leitura! Paulo
Lee
professor de Física Jorge
Derbly professor
de Química Marco
Kalinke professor
de Matemática Jayme
Diz professor
de História Wallace
Stocco professor de
Português Gerson Balmant professor de Artes |
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