Introdução

 

O Renascimento traz como principais características o florescimento das artes, e um vigoroso despertar de todas as formas de pensamento. A redescoberta da antiga filosofia, da literatura, das ciências e a evolução dos métodos empíricos de conhecimento caracterizam todo este período que inicia-se no século XV e prolonga-se até o séc. XVII. Em oposição ao espírito escolástico e ao conceito metafísico da vida, busca-se uma nova maneira de olhar e estudar o mundo natural.

A cultura do século XVII apresentou-se profundamente impregnada pela idéia de que a razão humana deve iluminar, viar a vida dos indivíduos e das sociedades sobre a face da Terra. Tais idéias, que diminuiam a importância da religião, encontravam-se na origem do termo Iluminismo.
O Iluminismo desenvolveu-se perincipalmente na Inglaterra do século XVII, onde se realizavam os maiores progressos da economia capitalista. A burguesia apresentava-se como a mais evoluída da Europa, realizando revoluções que diminuiram os controles da política mercantilista, derrubando o absolutismo
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Renascimento

 

O Humanismo e o Renascimento surgiram por volta de 1300 na Itália, pois as cidades itallianas eram os maiores centros de cmércio na Europa. Vários artistas (pintores e escritores) renascentistas foram valorizados pelos ricos dessas cidades, ,pois estes simpatizaram com as idéias renasectistas. Os artistas ganhavam desta forma casa, comida e dinheiro em troca das olbras para embelezar as residências.

As idéias dos Humanistas saíram da Itália e foram se espalhando pela Europa. Uma invenção que ajudou muito para a difusão dessas idéias foi a máquina impressora. Antes dessa invenção, os livros eram feitos manualmente e por isso eram muito caros, e poucas pessoas compravam. Mas com a máquina, os livros eram produzidos em mairoes quantidades e mais baratos. Com isso os ideais renascentistas eram espalhados mais rapidamente. O Renascimento é marcado profundamente pela valorização do homem, o Humanismo. Os Humanistas consideravam a cultura greco-romana superior a cultura medieval. Isso acontecia porque a cultura greco-romana valorizava o homem vendo nele a beleza. A arte renascentista mostra muita semelhança com as obras gregas que se conservavam no aspecto da valorização da beleza e na representação perfeita do corpo humano. E també porque os humanistas valorizavam o uso da razão, outra característica das sociedades grega e romana.

Os humanistas acreditavam que, se os homens orientassem as suas ações pela razão, poderiam melhorar a si próprios e a sociedade. Valorizavam muito o estudo e o saber. A arte do Renascimento ainda mostra temas religiosos, mas as figuras ganharam, digamos, humanidade. Os artistas exaltavam a vida e na procura da perfeição nas obras, surgiu o uso da perspectiva. A visão do homem sobre si mesmo modificou-se radicalmente pois, no período anterior (Idade Média), todos os campos da sabedoria tendiam a voltar-se para as explicações teocêntricas, isto é, a visão do homem basicamente tinha Deus como ponto de partida para todas as discussões acerca do universo, suas origens e seus mecanismos. Na renascença, o homem passou a voltar seu olhar sobre si mesmo, isto é, houve o ressurgimento dos estudos nos campos das ciências humanas, em que o próprio homem toma-se como objeto de observação, ao mesmo tempo em que é o observador.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Renascimento e Ciência

As idéias renascentistas, estão na base da ciência moderna pois a partir do renascimento, o uso da razão na ciência foi valorizado, fazendo com que fossem feitas novas descobertas:o período foi um dos mais férteis na história da humanidade. Galileu Galilei, mesmo perseguido pela Igreja, afirmava não ser a Terra o centro de todo o universo. Pela constatação do movimento da Terra em torno do Sol, as teorias de Galileu seguiam em rota de colisão com os próprios conceitos religiosos vigentes: tal fato, por si mesmo, já era considerado um desafio às autoridades religiosas. A invenção da bússola, assim como o aprimoramento das técnicas de navegação, facilitou a expansão marítima européia, resultando na nova rota marítima para as Índias, realizada por Vasco da Gama. Os avanços da tecnologia de navegação da época foram notáveis, não tardando assim o descobrimento da “nova terra”, a América, realizado por Cristóvão Colombo. Por outro lado, a pólvora, outrora utilizada meramente para a fabricação de fogos de artifício, passou a ser utilizada para fins militares. Desta forma, os colonizadores europeus passaram a obter vantagem bélica esmagadora sobre os povos dos territórios conquistados.

 

 

Iluminismo

 

 

A revolução intelectual que se efetivou na Europa, especialmente na França, no século XVIII, ficou conhecida como Iluminismo. Esse movimento representou o auge das transformações culturais iniciadas no século XIV pelo movimento renascentista. O antropocentrismo (teoria que considera o Homem o centro do Universo) e o individualismo renascentista, ao incentivarem a investigação científica, levaram à gradativa separação entre o campo da fé (religião) e o da razão (ciência), determinando profundas transformações no modo de pensar, sentir e agir das pessoas. Colocando em destaque os valores da burguesia, o Iluminismo favoreceu ao aumento dessa camada social. Procurava uma explicação através da razão para todas as coisas, rompendo com todas as formas de pensar que até ali eram consagradas pela tradição. Rejeitava a submissão cega à autoridade e a crença na visão medieval teocêntrica. Para os iluministas só através da razão o homem poderia alcançar o conhecimento, a convivência harmoniosa em sociedade, a liberdade individual e a felicidade. A razão era o único guia da sabedoria capaz de esclarecer qualquer problema, possibilitando ao homem a compreensão e o domínio da natureza. As novas idéias conquistaram numerosos seguidores, a quem pareciam trazer luz e conhecimento. Por isto, os filósofos que as divulgaram foram chamados iluministas; sua maneira de pensar, Iluminismo; e o movimento, Ilustração. As tendências que marcaram o Iluminismo foram: a valorização do culto da razão e predominância da ciência; crença no aperfeiçoamento do homem e a liberdade política, econômica e religiosa. O Iluminismo expressou o aumento da burguesia e de sua ideologia. Foi a culminância de um processo que começou no Renascimento, quando se usou a razão para se descobrir o mundo, e que ganhou aspecto essencialmente crítico no século XVIII, quando os homens passaram a usar a razão para entenderem a si mesmos no contexto da sociedade. Esse espírito generalizou-se nos clubes, cafés e salões literários. A filosofia considerava a razão indispensável ao estudo de fenômenos naturais e sociais. Até a crença devia ser racionalizada. Os iluministas acreditavam que Deus está presente na natureza, portanto no próprio homem, que pode descobri-lo através da razão. Para encontrar Deus, bastaria levar vida piedosa e virtuosa; a Igreja tornava-se dispensável. Os iluministas criticavam-na por sua intolerância, ambição política e inutilidade das ordens monásticas (vinda de monges, autoridades religiosas). Os iluministas diziam que leis naturais regulavam as relações entre os homens, tal como regulavam os fenômenos da natureza. Consideravam os homens todos bons e iguais; e que as desigualdades seriam provocadas pelos próprios homens, isto é, pela sociedade. Para corrigi-las, achavam necessário mudar a sociedade, dando a todos liberdade de expressão e culto, e proteção contra a escravidão, a injustiça, a opressão e as guerras.

O princípio organizador da sociedade deveria ser a busca da felicidade; ao governo caberia garantir direitos naturais: a liberdade individual e a livre posse de bens; tolerância para a expressão de idéias; igualdade perante a lei; justiça com base na punição dos delitos, conforme defendia o jurista milanês Beccaria. A forma política ideal variava: seria a monarquia inglesa, segundo Montesquieu e Voltaire; ou uma república fundada sobre a moralidade e a virtude cívica, segundo Rousseau.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pensadores

René Descartes: Uma das maiores e primeiras expressões do Iluminismo. Viveu na França, na Holanda e na Suécia. Descartes lançou os fundamentos de um novo sistema filosófico baseado no Racionalismo.

Francis Bacon: começou a desenvolver o Empirismo na Inglaterra. Para ele o conhecimento racinal sozinho não era suficiente para se chegar à verdade. Em sua época, a Física encontrava-se misturada à Filosofia.

Thomas Hobbes: Via o poder absoluto derivando de necessidades sociais. Afirmou a existência de um universo guiado por leis mecânicas e tornou-se um dos maiores precursores do materialismo moderno.

Isaac Newton: Um dos primeiros oensadores a formular as chamadas leis naturais, fundou a Física moderna. Desenvolveu uma preocupação em aplicar a Matemática nas ciências da natureza.

John Locke: Preocupou-se com a teoria do conhecimento, fazendo uma crítica à afirmação de Descartes de que os seres humanos possuem idéias formadas ao nascerem. Locke afirmava que o Homem ao nascer é um quadro em branco, a ser preenchido pelas sensações. Diversos pensadores passaram a afirmar que para melhorar o homem era necessário mudar a sociedade. Tal idéia foi fundamental na luta pela independência dos EUA e na Revolução Francesa. Locke publicou sua obra política mais importante e esta foi pedra fundamental no liberalismo político. Com isso tornouse um inspirador dos movimentos revolucionários.